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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Israelenses invadem e fecham canais de televisão palestinos - Portal Vermelho - E a grita pela liberdade de imprensa, não vale pros palestinos?

Israelenses invadem e fecham canais de televisão palestinos - Portal Vermelho

Soldados e funcionários do Ministério de Comunicações de Israel fecharam nesta quarta-feira (29) duas emissoras de televisão em Ramallah, após confiscar equipamentos de transmissão e computadores em diversas batidas efetuadas em solo palestino.


A operação aconteceu nesta madrugada nas redações da emissora privada "Watan" e do canal "Al Quds", ligado à universidade palestina de mesmo nome, informaram as redes.

Além disso, quatro funcionários da "Watan" foram detidos durante algumas horas: o responsável de produção Abdul Rahman Thaher, a correspondente Hamza Salaymeh, o especialista gráfico Ibrahim Milhim e o locutor Ahmad Zaki.

"Me prenderam junto com meus companheiros e armaram uma confusão enorme nos escritórios. Ficaram muito aborrecidos ao ver uma foto de Khader Adnan (um preso palestino que ficou 66 dias em greve de fome) pendurada na parede", afirmou um funcionário à agência palestina "Ma'an".

Tanto o Exército como o Ministério de Comunicações israelense confirmaram a operação, enquanto o ministro de Telecomunicações palestino, Mashur Abu Daqa, condenou a ação.

“Desculpas”

O porta-voz do ministério israelense, Yejiel Shavi, disse que a transmissão palestina "interferia" nas ondas de rádio e televisão israelenses e na comunicação aérea. O argumento para tentar legitimar a arbitrariedade israelense foi de que a interferência "poderia fazer com que um dia caísse um avião no aeroporto Ben Gurion", perto de Tel Aviv.

O representante sionista argumentou que a operação respeita os Acordos de Oslo de 1993. Esses acordos preveem que tanto Israel como a ANP (Autoridade Nacional Palestina) devem zelar para que suas respectivas transmissões não gerem interferências, enquanto um comitê técnico de especialistas deve estudar as eventuais questões que surjam.

O ministro de Telecomunicações palestino afirmou que Israel não tinha feito nenhum pedido prévio a respeito por meio dos canais oficiais e assegurou que as emissoras operavam de forma legal.

"Ao colocar estas duas estações em ponto de mira, a ocupação israelense provoca nossa sociedade e nosso povo, especialmente os jovens", disse em entrevista coletiva concedida em Ramallah.


Informações da Folha.com

Coreia do Norte anuncia suspensão de atividade nuclear - Portal Vermelho

Coreia do Norte anuncia suspensão de atividade nuclear - Portal Vermelho

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) anunciou nesta quarta-feira (29) a suspensão de testes nucleares e enriquecimento de urânio na instalação de Nyongbyon, como garantia de que deseja criar um clima positivo para as conversações de alto nível com os Estados Unidos.


Em resposta à solicitação dos Estados Unidos, a Coreoa do Norte também permitirá à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) verificar essa última medida, à qual se soma a moratória nos lançamentos de mísseis de longo alcance enquanto prossiga um diálogo produtivo.

Um porta-voz da Chancelaria citado pela agência de notícias KCNA disse que nas recentes conversações em Pequim, ambos os países concordaram também em aplicar simultaneamente uma série de medidas de criação de confiança, como parte dos esforços para melhorar as relações bilaterais.

Nesse encontro foram debatidos também sincera e profundamente os temas vinculados com a preservação da paz e estabilidade da Península Coreana e a retomada das conversações de seis partes (Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Rússia, Estados Unidos e Japão).

Igualmente, ratificaram a vontade de executar a Declaração Conjunta de 19 de Setembro e reconheceram que o Acordo de Armistício funciona como pedra angular da paz e da estabilidade da Península até que se assine um tratado de paz.

Os Estados Unidos reafirmaram sua posição de não mais hostilizar a Coreia do Norte e a disposição de melhorar as relações bilaterais sob o princípio do respeito à soberania e ao espírito de igualdade.

Os Estados Unidos também manifestaram a vontade de implementar medidas para ampliar o intercâmbio de pessoal em vários campos, como o cultural, da educação dos esportes e se comprometeu a fornecer à RPDC 240 mil toneladas de alimentos.

De acordo com o porta-voz, quando se restabeleçam as conversações de seis partes para a desnuclearização da Península, se dará prioridade ao debate sobre o levantamento das sanções contra a RPDC e o fornecimento a esta dos reatores de água leve.

Prensa Latina

Ismael Cardoso: Terá fim “El baile rojo” na Colômbia? - Portal Vermelho

Ismael Cardoso: Terá fim “El baile rojo” na Colômbia? - Portal Vermelho


Nota oficial das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), foi divulgada no dia 27 de fevereiro, nela consta a entrega dos últimos seqüestrados civis do movimento guerrilheiro.

Por Ismael Cardoso*


Não entrarei nos porquês da existência de uma guerrilha no território colombiano. As motivações são iguais a todos os movimentos guerrilheiros que pipocaram no século passado no mundo: a luta pela libertação popular, esta é a causa sui generis. Entretanto não faço aqui uma defesa do movimento guerrilheiro, o que a Colômbia precisa é de paz para que seu povo possa seguir o caminho do desenvolvimento e independência que vive outros países da América Latina.

As tentativas de negociar a paz

Não é de hoje que ocorrem tentativas de uma paz negociada, onde os guerrilheiros entregam suas armas e retornam a legalidade. Entretanto, sempre que entregaram suas armas foram cruelmente chacinados.

No governo de Belisário Betancur (1982-1986) iniciaram-se as negociações entre o Estado e os diversos movimentos guerrilheiros. Estas negociações fracassaram e em 1992 o governo declarou guerra integral.

No governo de Andrés Pastrana (1998-2002) as negociações de paz ganharam mais concretude. Pastrana chegou a defender ações avançadas, ele dividiu o drama colombiano da seguinte maneira: de um lado camponeses pobres — que como em todo país andino tem a cultura do plantio de coca — sem alternativa por falta de projetos estatais, de outro lado os verdadeiros traficantes que compram a folha de coca e realizam todo processo de produção da cocaína e, por último, uma guerrilha ideológica. Por tanto, para Pastrana a atuação governamental deveria ocorrer no primeiro caso com incentivo a criação de alternativas aos camponeses, no segundo caso combatendo os traficantes e, em terceiro lugar uma negociação política para que os guerrilheiros entregassem as armas.

Me refiero a la decisión... de viabilizar la alternatividad productiva... esa erradicación debe complementarse com una estrategia consensuada entre la insurgencia, la comunidad internacional y el Estado colombiano.” [1]

Pastrana foi devidamente enquadrado pelo EUA através do “Plano Colômbia”. A partir de então o termo a ser usado seria “narcoguerrilha”, colocando em pé de igualdade a ser combatido, tanto os camponeses produtores, como os guerrilheiros.

O plano Colômbia tem metas muito duvidosas. Por exemplo: “82% de la ayuda militar de EUA va dirigido a golpear a los cultivadores que participan del 0,67% de precio de venta de las calles de Frankfurt y una insurgencia que beneficia del 1% del jugoso volumen aprovechado por las organizaciones del narcotráfico. Qué sucede entoces, perguntamos, com el crimen organizado que se beneficia del 99% del capital exportador de cocaína?” [2].

Outro aspecto estranho no plano Colômbia é a possibilidade do presidente dos EUA poder deslocar, sem consulta ao congresso nacional, qualquer número de tropas naquela região, caso considere alguma ameaça grave a suas bases já instaladas no território.

A operação Baile Rojo

Em 1985, nos marcos do diálogo das Farc com o governo de Belisário Betancur, fundou-se a União Patriótica (UP), um partido político legalizado, onde ingressaram todas as lideranças guerrilheiras sem armas, pois, tiveram garantias do Estado colombiano de sua integridade física. Parecia nascer neste momento a solução definitiva dos conflitos na Colômbia.

A União Patriótica foi às ruas e participou das eleições de 1986. Alcançaram êxitos jamais conseguidos por nenhuma força de oposição, elegeram 12 deputados, nove congressistas, 14 prefeitos e 350 conselheiros nacionais, entre os deputados, elegeram-se dois comandantes das Farc que haviam entregado as armas.

Passadas as eleições começa a ser executado um plano que seria denunciado no âmbito internacional, chamado El baile rojo. Consistia em assassinar todos os membros da UP que haviam sido eleitos naquele ano de 1986. Ao final do ano de 1989 haviam sido assassinados dois candidatos a presidente, Jaime Pardo Leal (1986) e Bernardo Jaramillo (1989), oito congressistas, 11 prefeitos e milhares de seus militantes.

Não poderia haver outra consequência para tamanha atrocidade: os guerrilheiros que haviam abandonados suas armas voltaram para as matas e o conflito se reiniciou com toda força e brutalidade.

O massacre permanece

No final do ano de 2011, tive a honra de representar a UJS no congresso da Juventude Comunista Colombiana (Juco) e me impressionou um ato que devia ser uma homenagem aos militantes da Juco que saiam do trabalho de juventude naquele congresso e passariam ao trabalho partidário, no Partido Comunista Colombiano (PCC), entretanto, o ato se transformou numa emocionante homenagem aos últimos militantes da Juco que haviam sido assassinados, entre eles, uma jovem de apenas de 16 anos de idade! Pergunto, “El baile rojo” terminou?

A verdade é que o governo colombiano não tem interesse na paz, com o argumento da “narcoguerrilha”, ampliam o massacre as forças de esquerda — diga-se de passagem que o PCC é um partido legalizado, mas, isso não impede o governo de matar seus militantes — e, no limite, não podem permitir que uma corrente política tão poderosa, que num suspiro de liberdade pôde eleger tantos parlamentares e que ganhou a simpatia do povo com seus candidatos a presidente, atue de maneira livre. Este é um risco que eles não querem correr.

Os países da América Latina precisam participar decididamente das negociações de paz, caso contrário, o massacre continuará, dando argumento para ampliação das bases militares estadunidenses em nosso continente. Como se diz na Juco: “por nossos mortos nenhum minuto de silêncio, mas, uma vida inteira de lutas”.

* Pastrana, Andrés. El plan Colômbia: uma Gran Alianza com el Mundo contra el delito Interncional, por los Derechos Humanos, los Derechos Sociales e por la Ecología. 22 de outubro de 1998.

** Cycedo, Jaime. Paz democrática y emancipación. Colômbia em la hora latinoamericana. Presidente de Partido Comunista Colombiano

*Ismael Cardoso é secretário nacional de Comunicação da UJS

Demuestran el fraude de la popularidad de Yoani Sánchez en Twitter

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dilma saúda dedicação de Renato Rabelo “em defesa do Brasil” - Portal Vermelho

Dilma saúda dedicação de Renato “em defesa do Brasil” - Portal Vermelho

Em mensagem pelo aniversário do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a presidente da República Dilma Rousseff cumprimentou o dirigente comunista pelos “70 anos de vida dedicados à luta do povo brasileiro e da classe operária, sempre em defesa do Brasil, da democracia e do socialismo”.


Dilma reforçou a participação do PCdoB na construção do projeto de governo iniciado em 2002, com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. “Temos trabalhado juntos na concepção e na condução de um projeto de nação que vem mudando o nosso país e as condições de vida do povo brasileiro iniciado no governo do nosso querido presidente Lula”.

“Nossa caminhada, lado a lado, vem de longe. Enfrentamos a ditadura, o arbítrio e ajudamos a reconquistar a democracia. Disputamos, aliados, eleições históricas em nosso país, acumulando forças e promovendo avanços políticos e sociais”.

Dilma ressaltou ainda a atuação combativa do PCdoB em defesa dos interesses da nação. “Vencemos, unidos, as três mais recentes eleições presidenciais e temos governado o Brasil conjuntamente. O PCdoB, partido combativo e leal que tão brilhantemente você preside, sabendo se colocar à altura de dirigente histórico como João Amazonas, tem sido um aliado de todas as horas, que vibra nos momentos de alegria, mas não vacila um minuto nos momentos de dificuldade”.

“Sinto-me presente ao seu lado nesta comemoração dos 70 anos. O Brasil deve se orgulhar de um brasileiro com tão intensa e corajosa trajetória de vida. Receba o meu abraço e os mais sinceros parabéns”.

Relações internacionais

Lideranças de diversos países que mantêm relações de solidariedade com o Brasil e com o PCdoB também prestigiaram o aniversário do dirigente dos comunistas brasileiros.

A cônsul-geral adjunta da China, Hu Ying, reforçou os laços de amizade entre os PCdoB e o PC da China. Ela presenteou Renato com um vaso de porcelana típico da cultura chinesa que significa longevidade e boa saúde. “Estou no Brasil há apenas um ano, mas nosso colega da embaixada em Brasília nos informou que o presidente do Partido é um velho amigo da China. Temos uma relação de cooperação. Viemos transmitir os nossos cumprimentos para o senhor presidente, e reforçar as boas relações de desenvolvimento entre os dois partidos”.

Também prestigiaram a comemoração o embaixador da Venezuela, Maximilien Arvelaiz; o cônsul geral de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera; o conselheiro Comercial do Vietnam, Doan Tien Cuong; o cônsul da Síria em São Paulo, Ghassan Obeid; o representante da Frente Polisário do Saara Ocidental, Karim Lagdaf ; o membro da Fepal e representante do embaixador da Palestina, Walid Shuqer e o primeiro secretário da embaixada da República Popular Democrática da Coreia, Kim Hakryop e o secretário econômico e comercial norte –coreano, Ri Tong Ik.

Da redação,
Mariana Viel

Grito de alerta em defesa da produção e do emprego brasileiros -Manifesto das Centrais sindicais e do empresariado

A estagnação da indústria de transformação em 2011 é algo extremamente grave e preocupante. Por este motivo, entidades patronais e de trabalhadores se unem para ressaltar que apesar do forte crescimento do consumo, o setor industrial reduziu drasticamente a geração de empregos, agudizando ainda mais o processo de desindustrialização no Brasil.

Juros altos, câmbio valorizado, guerra fiscal favorecendo as importações, entre outros fatores, incentivam artificialmente a entrada de produtos importados, fazendo com que a indústria pouco contribuísse para o crescimento do PIB em 2011. Como consequência, o crescimento total da economia deverá ficar abaixo de 3%, após crescimento de 7,5% em 2010.Esses dados revelam o descompasso entre as ações promovidas pelo governo, e a realidade da indústria que demanda medidas emergenciais e efetivas.

A desindustrialização não se iniciou nos últimos anos, mas vem se intensificando desde 2008. Em 1985, a indústria de transformação representou 27% do PIB, em 2011 deve ter chegado a menos de 16% e mantida a atual situação, chegaremos ao fim de 2012 com menos de 15%. O declínio da indústria coloca o país numa situação perigosa e vulnerável, com dificuldade de gerar empregos de qualidade e salários decentes para as presentes gerações e para as vindouras. Não se pode ignorar o impacto futuro que a redução da atividade da indústria brasileira, e da capacidade de consumo dos trabalhadores afetados, poderá ter sobre a expansão sustentável do emprego no comércio e serviços.

Não há como negar a importância da indústria para a transformação social de uma nação e a melhoria nas condições de vida de seus habitantes. Educação de qualidade, serviço de saúde eficiente, maior oferta de habitação e transporte, segurança e salários dignos são realidades dos habitantes de países ricos, que não descuidam de sua indústria, pelo contrário, defendem-na e incentivam-na com unhas e dentes, pois sabem que o setor industrial é vital para o desenvolvimento e bem estar da sociedade, senão, vejamos a atual posição do governo norte-americano conclamando para a defesa e recuperação da indústria de seu país.
Infelizmente o Brasil não tem dado a devida atenção àquilo que arduamente construiu. Basta lembrar que em 1980 o parque industrial brasileiro era equivalente aos parques de Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China somados. Em 2010, a indústria brasileira representou menos de 8% em comparação com as indústrias desses mesmos países.

Estamos regredindo e voltando a ser uma economia produtora e exportadora de produtos primários, cujas cotações dependem dos humores da economia internacional. As mercadorias importadas invadem nosso mercado, enquanto as exportações de produtos industrializados se reduzem. Em 2011, o déficit na balança comercial de manufaturados foi de US$ 93 bilhões.

Em 2030 o Brasil contará com uma população economicamente ativa de 150 milhões de pessoas. Precisamos, desde já, fortalecer os setores que serão capazes de gerar emprego de qualidade para esse contingente de brasileiros. As atividades do setor financeiro, da moderna agricultura e da extração mineral expandiram-se e tornaram-se economicamente importantes, porém sem uma
indústria pujante não teremos capacidade de gerar postos de trabalho decentes na quantidade que o Brasil demandará no futuro próximo.

O ano de 2012 se inicia com a atividade industrial estagnada, com perspectivas de crescimento anual próximo a zero. Neste cenário, mesmo que a demanda continue em expansão, novamente a economia brasileira como um todo não terá forças para crescer acima de 3%.
A sociedade brasileira não pode se comportar de forma passiva e resignada ante a tudo isso, como se décadas de desenvolvimento e a história nada significassem. Neste momento de crise internacional, crescimento de demanda é uma das coisas mais raras do mundo. Precisamos garantir que a demanda brasileira seja atendida pela produção brasileira, gerando empregos de qualidade e melhorando a distribuição de rendano Brasil.

Visando contribuir para a construção de um Brasil próspero e com boas oportunidades para todos, é que estamos reunidos - representantes dos trabalhadores e dos empresários - para este alerta em defesa da produção brasileira e de um ambiente econômico favorável ao crescimento.

Assinam este manifesto:
FIESP/CIESP, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB, CNM/CUT, Sindicato Metalúrgicos de São Paulo, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, SINAFER, SIMEFRE, SINDITEXTIL/ABIT, ABINEE, ABIMAQ, ABIQUIM, ABIPEÇAS, SICETEL, FIEP, FIEMG.

MEDIDAS EMERGÊNCIAIS PARA RETOMADA DA INDÚSTRIA NACIONAL
I - MEDIDAS MACROECONÔMICAS1- Redução da taxa básica de juros;
2- Redução do Spread;
3- Adotar medidas urgentes para atenuar a sobrevalorização cambial.

II- INVESTIMENTO PRODUTIVO COMO PROMOTOR DO CRESCIMENTO ECONÔMICO4- Desoneração integral do investimento produtivo de todos os tributos federais e estaduais;
5- Conteúdo local mínimo efetivoem todas as compras governamentais e privadas quando beneficiadas por financiamento público e/ou incentivos fiscais, e em setores estratégicos;
6- Disponibilização de linhas de financiamento com volume adequado e custos isonômicos aos concorrentes internacionais;
7- Perenização do PSI
8- Incentivar linhas de financiamento de longo prazo pelo setor bancário público e privado.
9- Utilização do compulsório não remunerado como instrumento de incentivo ao desenvolvimento de linhas privadas de financiamento de longo prazo.
10-Utilização das compras governamentais, inclusive da Petrobras, como indutoras da produção nacional, da agregação de valor e da geração de emprego e renda, com aplicação de margensde preferência para todos os setores industriais em percentuais que efetivamente incentivem a produção nacional.
11-Inovação tecnológica: extensão dos incentivos fiscais a todas as empresas, independente do regime de tributação (simples, lucro presumido e lucro real) da indústria de transformação, e oferta de financiamento com volume adequado e custos isonômicos aos que dispõem os concorrentes internacionais.


III- DEFESA COMERCIAL - INVERSÃO DO ATUAL QUADRODEINVASÃO DAS IMPORTAÇÕES NO MERCADO BRASILEIRO12-Fortalecimento das estruturas do MDIC relacionados à defesa comercial (DECOM, DECEX e DEINT), assegurando os recursos humanos e materiais necessários.
13- Disponibilizar as informações das operações de importação e exportação, como forma da sociedade fiscalizar operações de comércio exterior;
14- Incrementar o uso de instrumentos de defesa comercial, incluindo medidas compensatórias, licenças não automáticas, valoração aduaneira, salvaguardas e antidumping.
15-China: manter o tratamento como economia que não opera em condições predominantes de mercado e definir medidas de defesa comercial específicas.
16- Implementar a abertura e a aplicação de medidas de defesa comercial comfundamento em ameaça de dano.
17- Aprofundar a regulamentação técnica, sanitária e fitossanitária, bem como assegurar a fiscalização de seu comprimento por parte das importações.

IV - FIM DOS INCENTIVOS FISCAIS ÀS IMPORTAÇÕES18- Guerra dos portos: Aprovação da resolução 72 do Senado Federal, com definição na própria resolução do conceito de industrialização conforme art.4º, inciso I, do RIPI, e alíquota residual de 4% na origem.
19- Regimes tributários especiais: Fim dos incentivos concedidos às importações.

V- CRESCIMENTO INDUSTRIAL COMO PRIORIDADE DA POLÍTICA ECONÔMICA – METAS E CONTRAPARTIDAS20-Criação de metas anuais de aumento do nível de emprego na indústria de transformação.
21-Definição de metas anuais de crescimento da produção física e da taxa de investimento da indústria de transformação.
22- Incorporação dessas metas como objetivo prioritário da política econômica.

Altamiro Borges: Retrocesso na previdência do servidor

Altamiro Borges: Retrocesso na previdência do servidor
Por Altamiro Borges

Por pressão do Palácio do Planalto, poderá ser votado ainda nesta semana o projeto que cria o Funpresp (Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal). O DEM ameaça obstruir a votação e o PSDB diz que apresentará emendas. Os dois partidos concordam com a tese de “privatização” da previdência social, mas tentam criar embaraços e constrangimentos para o governo num ano eleitoral.



Na outra ponta, deputados mais vinculados ao movimento sindical resistem à pressa na votação por discordarem do conteúdo do projeto. Ele cria novas regras para os futuros servidores, que perdem a aposentadoria com salário integral e passam a receber os valores mínimos do INSS. Para complementar a renda, eles terão que contribuir para um fundo privado da previdência.

Servidor “pauperizado”, serviço “degradado”

Inúmeros estudos indicam que o Funpresp prejudicará os funcionários públicos e terá impacto negativo na própria qualidade dos serviços prestados à população. Sem a aposentadoria integral, várias carreiras despertarão menos interesse dos profissionais com maior formação. Experiências mundiais comprovam que os “fundos privados” degradam os serviços e beneficiam exclusivamente os banqueiros.

Segundo alerta o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Pedro Delarue, “a criação da previdência complementar para o funcionalismo público vai retirar uma das poucas vantagens de se entrar para o setor. Ele vai ficar esvaziado e a população é que será prejudicada”. O servidor será “pauperizado” e o serviço será ainda mais degradado.

Máquina de capital para os banqueiros

Já para João Paulo Ribeiro, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o projeto é “privatizante”, retira direitos históricos dos servidores e beneficia apenas o chamado mercado. O Funpresp será “uma máquina do capital”, permitindo que a contribuição dos trabalhadores seja “usada pelos bancos e instituições financeiras em transações e especulações”.

A votação do projeto deve ser tensa. A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (Condsef) agendou visitas aos deputados. Também foi criada uma Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, que recebeu a adesão de mais de 200 deputados. Além disso, caso seja aprovado, a briga irá para a Justiça, já que o projeto tem “várias inconstitucionalidades”, segundo o Sindifisco.

A pressão da mídia rentista

Apesar da pressão, o governo federal não está disposto a negociar. Alega que o Funpresp é vital para reduzir os gastos e equilibrar as contas públicas. Nesta ofensiva, a presidente Dilma Rousseff conta com o apoio dos deputados ligados às entidades patronais e da mídia corporativa. Nas últimas semanas, os jornalões publicaram vários editoriais em defesa do projeto.

O jornal Valor, por exemplo, defendeu no seu editorial de sexta-feira passada (24) que o “Funpresp é prioridade para desarmar a ‘bomba relógio’” dos gastos públicos. Na mesma semana, outro editorial do diário das famiglias Marinho e Frias, mais voltado para os executivos, criticou o governo pela redução da taxa básica de juros. Bem coerente: mais juros para os rentistas, menos direito para os servidores!

*****

Leia também:

- Movimentos sociais rechaçam cortes no orçamento

- A "gastança pública" com os juros

- A desoneração da folha de pagamento e a previdência social

Aporrea.org - Los mensajes de informante de Stratfor en Venezuela sobre la salud del Presidente Chávez

Wikileaks revela mensaje de informante de Stratfor en Venezuela sobre la salud del Presidente Chávez
A continuación el intercambio de mensajes relacionado con la salud del Presidente Chávez.

E-mail-ID 202526
Fecha 06/12/2011 03:43:19
De: friedman@att.blackberry.net
Para: bhalla@stratfor.com

Coincide con lo que he oído en Caracas, pero aumenta la posibilidad de que sea sólo chisme.

Si se trata de una fuente que sospechas que puede tener un valor, tienes que tomar el control de él. Control significa financiero, sexual o psicológico al punto en el que revelaría su fuente y se le pueda asignar una tarea. Esto es difícil de cuando se sabe que tú estás afiliada a una organización de inteligencia. La decisión sobre el acercamiento no debe viene de ti, sino de tu guía. Esto es porque tú estas en una muy cercana a la fuente y tu juicio es sospechoso por definición. Cada reunión sería planeada entre tú y su guía y encuentro cada uno de ellas debe tener una meta específica no centrada en la discusión del tema de interés que, idealmente, permanecería oculto, sino en el análisis de su persona y en avanzar hacia el control. La justificación de la operación serían las clases específicas de información y en el obtener el control, el primer paso sería el determinar [el nivel de] su acceso. Si él falla esta prueba, ese contacto se daría por terminado.

El problema de los analistas en el campo es que tienden a querer hablar sobre el tema, lo que aumenta la sospecha del objetivo, en lugar de centrarse en establecer el control de la relación.

Así que desde un punto de vista profesional, este objetivo conoce tu afiliación, entiende tus intereses, y tú no haz establecido ningún control alguno que
pueda definirse como de alto grado de confianza en su obediencia.

Así que Washington está lleno de chismes de personas cuyo acceso [a las fuentes reales] no esta establecido.

Estoy sólo poniendo las cartas sobre la mesa para que entiendas el reto principal. Para que sea eficaz, tu objetivo debe ser la persona y no el tema. Si no, es chisme, lo cual es información que no se puede confirmar definitivamente.

Esto está destinado a iniciar nuestra conversación en tu siguiente fase.

Enviado a través de BlackBerry de AT&T

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De: Reva Bhalla
Fecha: Lunes, 05 de diciembre 2011 20:30:10 -0600 (CST)
Para: friedman@att.blackberry.net
Asunto: Re: INSIGHT - VENEZUELA - Actualización sobre la salud de Chávez, el poder
lucha, etc - VZ302

Sí, tengo mucho que aprender y puede que yo sea sólo una analista, pero no soy 100% incapaz de evaluar una fuente que conozco desde hace mucho tiempo. He escuchado a lo que usted me ha dicho acerca de cómo interpretar una fuente (el Turco con el tic nervioso.) Yo he hallado cual es el tic de esta fuente al mirarle a sus ojos. He mejorado mucho la manera de evaluar qué información tomar más en serio y a qué se le debe hacer caso omiso. La información que se incluye a continuación es lo que yo consideraría más serio y parece coincidir con lo que hemos visto en otros lugares.

-------------------------------------------------------------------

De: "George Friedman"
Para: "Reva Bhalla"
Enviado el: Lunes, 05 de diciembre 2011 09:26:02 PM
Asunto: Re: Re: INSIGHT - VENEZUELA - Actualización sobre la salud de Chávez, el poder
lucha, etc - VZ302

El problema con las fuentes de los analistas es que no son calificadas. Esto significa que no tenemos claridad sobre sus fuentes y por lo tanto no se puede evaluar su precisión. Esto podría ser HUMINT [fuente humana de inteligencia] valioso o puro RUMINT [Inteligencia basada en puros rumores].

Una de las razones por las que quiero ejecutar las misiones, es aprender a evaluar las fuentes. Este es un arte muy difícil, pero uno que se debe aprender.

Las se puede confiar sólo después de su bien entrenado.

Enviado a través de BlackBerry por parte de AT & T

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De: "Reva Bhalla"
Para: George Friedman
Enviado el: Lunes, 05 de diciembre 2011 20:14:51 -06000 (CST)
Asunto: FW: INSIGHT - VENEZUELA - Actualización sobre la salud de Chávez, lucha por el poder, etc - VZ302

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De: "Reva Bhalla"
Para: watchofficer@stratfor.com
Enviado el: Lunes, 05 de diciembre 2011 09:13:24 PM
Asunto: INSIGHT - VENEZUELA - Actualización sobre la salud de Chávez, lucha por el poder, etc - VZ302

FUENTE: VZ302
Atribución: Stratfor fuente
DESCRIPCIÓN FUENTE: bien conectada fuente de VZ trabajando con Israel
PUBLICACIÓN:
FUENTE DE FIABILIDAD: B - La fuente es anti-Chávez, pero yo he aprendido más a interpretarlo a lo largo de los años, para saber cuándo me está diciendo mierda y cuando está dando información útil - Su información sobre el régimen de VZ es correcta, pero tiendo a ser más escéptico sobre su relacionada con Irán.
CREDIBILIDAD TEMA: B
Manejo Especial: Alpha, quítenle la información de la fuente y también asegúrense de que el resto del equipo latam [de Latinoamerica] vean esto
Manejador de la fuente: Reva

La salud de Chávez - el tumor comenzó como un crecimiento de cerca de la próstata, se extendió al colon, lo cual llevó a una gran confusión en los OS [abreviatura de Strafford para describir a los reportes disponibles públicamente] sobre el tratamiento del cáncer de próstata vs. en el colon y tratamiento hormonal vs. quimioterapia. Una fuente confiable en el equipo médico ha explicado que el cáncer se ha diseminado a los ganglios linfáticos y en la médula ósea hasta la columna vertebral, es decir, muy grave.

Chávez ha detenido temporalmente la quimioterapia con el fin de hacer acto de presencia en la reunión de la CELAC reciente. El equipo médico está formado por rusos y médicos cubanos. Ambas partes están en confrontación. El equipo ruso culpó a los cubanos de haber hecho una cirugía inadecuada la primera vez para tratar de eliminar el tumoral. La segunda cirugía durante el verano era, básicamente, el equipo ruso tratando de enmendar los errores del equipo cubano. Los rusos se quejan de que los cubanos no tienen los equipos de imaginería apropiados para tratar adecuadamente a Chávez. El diagnóstico médico cubano es de 2 años. El diagnóstico ruso, debido al uso de equipos médicos inadecuados, es menos de un año. La fuente en el equipo médico se queja de que Chávez es un "muy mal paciente." Él no escucha a sus médicos, abandona el tratamiento cuando tiene que hacer una aparición pública. Ahora, los rusos y los médicos chinos se están enfrentando porque Chávez buscó el consejo de un médico chino que aboga por tratamientos más naturales y los rusos están diciendo que esto es una mierda de tratamiento. Sólo Chávez se puede conseguir el equipo médico más politizado del mundo.

(Nota - si ves que salgan informes médicos sobre la salud de Chávez en el Wall Street Journal o en la revista Veja de Brasil, es probable que proviene de esta fuente.)

¿Quién reemplazará a Chávez?

Yo mantendría la mirada en el FM [Ministro de Relafiones Exteriores], Nicolás Maduro. Maduro le es fiel como un perro a Chávez. (La fuente conoce a Maduro personalmente, desde los días en que Maduro fue chofer de metro bus.) Al mismo tiempo, Maduro se ve como el más pragmático en el régimen. Si la salud de Chávez se deteriora de manera significativa antes de las elecciones programadas para octubre 2012, se espera que él proclame a Maduro como su sucesor en una forma u otra. Uno puede verlo desde ya apuntalando a Maduro de varias maneras. Esto es menos riesgoso que que Chávez vaya adelante con las elecciones, gane, y de repente muera y luego haya una lucha de poder entre los chavistas. Será mucho más difícil en este último escenario para Maduro afirmarse a sí mismo en contra de rivales chavistas como Diosdado Cabello, Rafael Ramírez, etc.

Recuerda que hay cuatro actores claves apuntalando al régimen - China, Cuba, Rusia, Irán. Los cuatro están divididos en cuanto a cómo manejar un régimen post Chávez. China y Rusia están más aislados, como han tratado de alejarse de Chávez como personalidad, para preservar el chavismo como régimen. Rusia ha creado un grupo de trabajo específico (ten en cuenta las visitas de Patrushev) para ayudar a gestionar la transición post-Chávez. Tanto China como Rusia están apoyando a Maduro como su sucesor preferido. Cuba, sin embargo, está en problemas. Ellos no puede contar con Maduro para seguir subsidiando con miles de de barriles de petróleo diarios. Nadie está realmente prestando atención a Cuba - que puede, ellos no cuentan con los europeos para invertir. Sin VZ están jodidos.

Los cubanos hasta ahora han estado apoyando a Adán Chávez (hermano de Chávez) como el candidato preferido, pero él no tiene el mismo nivel de seguidores. Cuba puede cambiarse a Maduro. (En este momento en la conversación, me trajo a colación la posibilidad de que Cuba, al tener la mejor inteligencia sobre VZ, podría usar esa inteligencia para influenciar a los EE.UU. y abrir sus opciones - él estuvo de acuerdo en que eso es lo que los Castro harían para sobrevivir, pero que no ha visto señales serias de ello... todavía.)

Maduro es visto como un candidato tipo Lula. Él tiene sus seguidores, tiene carisma, pero también busca los equilibrios. Él es el tipo de persona que se abriría hacia los EE.UU. y mantendría cercana de todos los demás, pero incluso eso todavía pone a Irán nervioso. La fuente parece pensar que Obama en su segundo mandato se abriría a Maduro (y esto es algo en lo que él está trabajando activamente.)

La oposición -

Venezuela está dividida en 5 estratos diferentes - A, B, C, D y E. A++ es la élite de las élites, la boli-burguesía contra la que Chávez ha vilipendiado exitosamente. A Chávez no le importa una mierda esta gente. Su base es el D y E.

Capriles Radonski, Leopoldo López, María Corina Machado son A++ -demasiado elitistas. Ellos no pueden ganar el voto chavista. El único que tiene una oportunidad real es Pablo Pérez - gobernador del Zulia - él es realmente visto como un del pueblo. La conversación entre él y los Castro apenas ha comenzado. (Le pregunté si Pérez ya está hablando con Maduro - y él dijo que todavía no.)

¿Adivina quienes han estado de muy colaboradores con nosotros últimamente? La élite militar. Esta gente han estado viviendo la buena vida. A ellos les encantan las mujeres... muchas mujeres. Les encanta la bebida. Adoran Bora Bora [vacaciones]. Son fáciles de sobornar. A ellos no les importa Chávez. Se preocupan por mantener su actual estilo de vida. Hemos visto a bastantes de esa élite militar acercarse a nosotros últimamente, tratando de aislarse a sí mismos en un escenario post-Chávez.

Es por eso que se observa a Chávez invertir mucho tiempo y dinero en el desarrollo de la milicia. Son su mejor póliza de seguro. Mientras más problemas la milicia pueda crear en las calles, es más probable que la élite militar vacile antes de actuar contra él, o su sucesor potencial.

La intención de la Ley de Precios es muy simple. Las componendas de lavado de dinero en alimentos, productos farmacéuticos, repuestos de energía, etc, etc, han empeorado aún más. Están completamente fuera de control. Esta ley de controles de precios es la manera en que el gobierno va a controlar el gasto en la campaña de la oposición. Muy sencillo - tienen la justificación jurídica para intimidar a las corporaciones a que reduzcan su respaldo, su apoyo a la oposición, o de lo contrario, su empresa será tomada. Esto permitirá al Estado controlar más al sector privado.

(Nota marginal) - estuvimos hablando un poco acerca de un reciente empresa mixta entre PDVSA e Irán. Ellos mudaron su principal base de operaciones de Caracas a
Ankara, sin embargo. Esto se ha convertido en una tendencia últimamente, donde un montón de las operaciones de Irán en VZ, destinadas a eludir las sanciones, están silenciosamente siendo trasladadas a Turquía. Parte del acto de equilibrio de Turquía con Irán.

Estos fueron los puntos principales. se actualizará con más... estoy un poco borrosa por el vino en estos momentos.

Aporrea.org: Wikileaks revela mensaje de informante de Stratfor en Venezuela sobre la salud del Presidente Chávez

Wikileaks revela mensaje de informante de Stratfor en Venezuela sobre la salud del Presidente Chávez

Director de la firma reconoce que puede ser "sólo chisme". Fuente predijo que Pablo Pérez iba a ganar las primarias opositoras

Wikileaks revela mensaje de informante de Stratfor en Venezuela sobre la salud del Presidente Chávez

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Fecha de publicación:
Startfor se vende a sí misma como una CÍA detrás de las sombras, pero sus torpes prácticas de seguridad informática, permitieron que Wikileaks obtuviera 5 millones de emails de la firma.
Credito: Startfor.com


Reva Bhalla, analista de Stratfor, obtuvo información sobre la salud del presidente venezolano Hugo Chávez, de una fuente parcializada y poco confiable. Escribió su reporte bajo los efectos del alcohol, lo cual reconoce abiertamente en su email.
Credito: Archivo MSNBC

27 de febrero de 2012.- De acuerdo a un reporte enviado vía email por una fuente de la firma de privada estadounidense de informes de inteligencia Stratfor, la salud del presidente venezolano Hugo Chávez supuestamente estaría en peor estado de lo que se ha dicho oficialmente y estarían en desarrollo una complejas negociaciones para una supuesta "transición" y gobierno "post-Chávez" en Venezuela.

Ayer en horas de la noche, el sitio web Wikileaks, dedicado a revelar información secreta de varios países con la intención de promover la transparencia, publicó el primer bache de 167 de un total de aproximadamente cinco millones de mensajes de correo electrónico, en los cuales agentes al servicio de esa organización, envían reportes e intercambian información sobre los países y entes monitoreados a nivel mundial.

Tal como ha revelado la exhaustiva revisión del web español www.publico.es, el cual ha trabajado con Wikileaks en el análisis de los emails, los mensajes revelan los métodos trabajo de Stratfor y la dudosa calidad de la información que procesa y que vende bien cara a sus clientes. La empresa cuenta con cientos de informantes en el mundo, quienes envían sus supuestos "secretos" a los contactos en la empresa. Según publico.es, estos "le lavan la cara a la información recibida y la presentan a los analistas en la sede de la compañía en Texas, EEUU, añadiendo en su informe la credibilidad que dan a la fuente y a la documentación recibida."

La empresa se presenta a sí misma como una especia de "CIA en las sombras", a sus clientes.

Paradójicamente, su falta de cuidado y torpeza en cuanto a medidas de seguridad se refiere, hicieron posible que su información confidencial llegara a Wikileaks.

"En los correos se puede apreciar cómo la calidad de las fuentes de las que presume Stratfor son parcializadas y poco fiables," afirma publico.es en su reporte inicial. La propia Stratfor lo sabe, como consta en los emails que se mandan entre ellos los analistas y Friedman, el máximo responsable y creador de Stratfor, en relación a la salud de Chávez: "El problema con las fuentes de los analistas es que están poco cualificadas. Esto supone que no podamos evaluar la situación con claridad," dijo Friedman a la analista que le informa sobre su contacto con una fuente opositora en Venezuela.

En horas de la noche, poco después de la publicación de los emails, surgió el rumor de que Friedman habría renunciado a su cargo de Director de Stratfor, lo cual fue posteriormente desmentido por la empresa.

Sin embargo, el senador australiano Mark Arbib, una de las fuentes citadas por Stratfor quien según ellos, colaboraba con la embajada de EEUU en Australia, presentó su renuncia al cargo, poco después de la publicación de los emails.

Chávez y la "transición"


En uno de los emails, enviado en diciembre de 2011 por la Directora de Análisis de Stratfor Reva Bhalla, a George Friedman, fundador y director de la firma, se hacen revelaciones obtenidas de una fuente de la oposición venezolana, quien estaría trabajando en cooperación con el gobierno de Israel. En el mismo se hacen algunas revelaciones sobre el supuesto estado de salud del primer mandatario nacional, Hugo Chávez, quien enfrenta una batalla contra el cáncer desde mediados de 2011.

El email es basado, tal como reconoce la agente de Stratfor, en una reunión con un informante de la oposición al presidente Chávez, el cual en el pasado ha exagerado en sus informes, pero quien ahora supuestamente sí está proporcionando información confiable. "La fuente es anti-Chávez, pero yo he aprendido más en interpretarlo a lo largo de los años, para saber cuándo me está diciendo mierda y cuando está dando información útil," afirma Bhalla.

A pesar de que Bhalla trabaja en Texas, EEUU, se asume que la fuente proporcionó la información cara a cara, dado el comentario de que ella ha "hallado cual es el tic de esta fuente al mirarle a sus ojos". Se desconoce si el encuentro tuvo lugar en Venezuela, a dónde ciudadanos de EEUU pueden entrar sin visa, alegando ser turistas, o en EEUU.

Dudas sobre la credibilidad de la fuente. ¿Pablo Pérez gana las primarias?

El Director de la firma, duda de la credibilidad de la información proveniente de la fuente venezolana. "Coincide con lo que he oído en Caracas, pero aumenta la posibilidad de que sea sólo chisme... Washington está lleno de chismes de personas cuyo acceso [a las fuentes reales] no esta establecido," dice Friedman a Bhalla.

Friedman insta a su empleada a que ésta debe establecer un mayor control "financiero, sexual o psicológico" sobre el o la informante para establecer su credibilidad e instarlo a revelar sus fuentes principales. "Si se trata de una fuente que sospechas que puede tener un valor, tienes que tomar el control de él. Control significa financiero, sexual o psicológico al punto en el que revelaría su fuente y se le pueda asignar una tarea. Esto es difícil cuando se sabe que tú estás afiliada a una organización de inteligencia," dijo Friedman a Bhalla.

El email de Bhalla a su jefe George Friedman, data del 5 de diciembre de 2011. En el mismo, el informante venezolano predice que Pablo Pérez, para entonces pre-candidato de Un Nuevo Tiempo a la candidatura opositora a la presidencia de la República, sería el ganador de las primarias, ya que "Capriles Radonski, Leopoldo López, María Corina Machado son A++ -demasiado elitistas."

"Informa" igualmente, que el cáncer del Presidente Chávez está en un peor estado que el reportado oficialmente y que existe una supuesta pugna interna entre médicos cubanos, rusos y chinos, en el tratamiento al cáncer del Presidente. Supuestamente, según este informante, el canciller Nicolás Maduro sería el favorito para ser el candidato a la presidencia, en sustitución de Chávez. Maduro contaría con apoyo de los rusos y los chinos, más no de los cubanos, quienes prefieren al hermano del Presidente, Adán Chávez.

El informante de Stratfor afirmó que "se espera que él [Chávez] proclame a Maduro como su sucesor en una forma u otra. Uno puede verlo desde ya apuntalando a Maduro de varias maneras," lo cual contradice los hechos, dado que Chávez anunció a finales de diciembre de 2011 que Maduro sería su candidato a la gobernación de Carabobo, en vez del esperado nombramiento como Vicepresidente de la República, lo cual es visto como una especie de "castigo" al que ha servido lealmente como Canciller por varios años. Maduro y su aliada, la nueva Procuradora Cilia Flores, fueron igualmente excluidos del Comando de Campaña del Presidente Chávez para las elecciones presidenciales. Sin embargo, curiosamente, tanto Adán Chávez como Maduro, han acompañado al Presidente Chávez en Cuba para la nueva operación a la que debe ser sometido el Primer Mandatario esta semana.

La analista Bhalla, admitió estar bebiendo alcohol al momento de redactar su reporte. "Estos fueron los puntos principales. Se actualizará con más... estoy un poco borrosa por el vino en estos momentos," dijo al final de su reporte.

A pesar de la evidente poca confiabilidad de la fuente, Stratfor la valora como credibilidad clase "B", en una escala de A-F, done "A" representa la más confiable. De forma que este reporte fue vendido a sus clientes como un informe de alta credibilidad.

Según la analista de Stratfor, la élite militar venezolana estaría empezando a acercarse a ellos (o a la oposición, a la cual pertenece el informante). "Esta gente han estado viviendo la buena vida. A ellos les encantan las mujeres... muchas mujeres. Les encanta la bebida. Adoran Bora Bora ["vacaciones", en referencia a las paradisíacas islas]. Son fáciles de sobornar. A ellos no les importa Chávez. Se preocupan por mantener su actual estilo de vida.," dice.

Wikileaks anunció que regularmente continuará publicando los mensajes de email que están en su poder, en cercana colaboración con un conglomerado de medios de comunicación internacionales.

A continuación el intercambio de mensajes relacionado con la salud del Presidente Chávez.

Yoani Sánchez é uma fraude

Yoani Sánchez é uma fraude
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O influente diário mexicano La Jornada publica um texto do professor e jornalista francês Salim Lamrani, que demonstra a falsa liderança da blogueira Yoani Sánchez na rede social twitter, alcançado não por seguimento natural de audiência, mas pela intervenção de tecnologias e grandes somas de dinheiro.

A quarta parte dos partidários de Yoani no twitter são fantasmas sem seguidores ou "mudos" que jamais escreveram um tuiter. Em junho de 2010, a blogueira chegou a ter, em um único dia, 700 novos adeptos, o que só é possível através de robôs de software – já que ela diz que tem acesso à internet apenas via celular ou a por uma conexão semanal em um hotel.

Quem está por trás de Yoani Sánchez?

Salim Lamrani

Yoani Sánchez, famosa blogueira cubana, é uma personagem peculiar no universo da dissidência cubana. Nenhum opositor foi beneficiado a exposição midiática tão massiva, nem de um reconhecimento internacional semelhante em tão pouco tempo. Após emigrar para a Suíça em 2002, ela decidiu retornar a Cuba dois anos depois, em 2004. Em 2007, integrou o universo de opositores a Cuba ao criar seu blog "Generación Y", e se torna uma crítica feroz ao governo de Havana.

Nunca um dissidente cubano – muito menos no mundo – conseguiu tantos prêmios internacionais em tão pouco tempo e com uma característica particular: deram a Yoani Sánchez dinheiro suficiente para viver tranquilamente em Cuba até o resto de sua vida. Na realidade, a blogueira tem retribuído à altura os 250 mil euros que recebeu, o que equivale a mais de 20 anos do salário mínimo em um país como a França, a quinta potência mundial. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos, o equivalente a 18 dólares ou 14 euros. Isto é, Yoani Sánchez recebeu 1.488 anos de salários mínimos cubanos por sua atividade opositora.

Yoani Sánchez tem estreita relação com a diplomacia estadunidense em Cuba, como demonstra um documento "secreto", por seu conteúdo sensível, emitido pela Seção de Interesses Norteamericanos (Sina). Michael Parmly, ex-chefe da Sina em Havana, que se reunia regularmente com Yoani Sánchez em sua residência diplomática pessoal como indicam os documentos confidenciais da Sina, manifestou a sua preocupação em relação à publicação dos documentos diplomáticos dos EUA pelo WikiLeaks: "Ficaria muito incomodado se as numerosas conversações que tive com Yoani Sánchez fossem publicadas. Ela poderia pagar as consequências por toda a sua vida". A pergunta que vem imediatamente à mente é a seguinte: por quais razões Yoani Sánchez estaria em perigo se a sua atuação, como afirma, respeita o marco da legalidade?

Em 2009, a imprensa ocidental divulgou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido à Yoani Sánchez, e que foi considerado um fato excepcional. Yoani também afirmou que enviou um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que o mesmo não se dignou a respondê-lo. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados por WikiLeaks contradizem essas declarações. Foi descoberto que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense, em Havana, quem, de fato, redigiu as respostas à dissidente e não o presidente Obama.

Mais grave ainda, Wikileaks revelou que Yoani, diferente de suas afirmações, jamais enviou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou a informação através de um e-mail enviado ao Departamento de Estado: "Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou que nunca enviou (as perguntas) ao presidente cubano".

A conta de Yoani Sánchez no twitter

Além do sítio Generación Y, Yoani Sánchez tem uma conta no twitter com mais de 214 mil seguidores (registrados até 12 de fevereiro de 2012). Somente 32 deles moram em Cuba. Por outro lado, a dissidente cubana segue a mais de 80 mil pessoas. Em seu perfil, Yoani se apresenta da seguinte maneira: "Blogger, moro em Havana e conto a minha realidade através de 140 caracteres. Tuito, via sms sem acesso à web". No entanto, a versão de Yoani Sánchez merece pouco crédito. Na realidade é absolutamente impossível seguir mais de 80 mil pessoas apenas por sms, a partir de uma conexão semanal em um hotel. É indispensável um acesso diário para isso na rede.

A popularidade na rede social twitter depende do número de seguidores. Quanto mais numerosos, maior a exposição da conta. Da mesma maneira, existe uma correlação entre o número de pessoas seguidas e a visibilidade da própria conta. A técnica que consiste em seguir diversas contas é utilizada para fins comerciais, assim como para a política durante as campanhas eleitorais.

O sítio www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da comunidade do twitter. O estudo do caso Yoani Sánchez é revelador em vários aspectos. Uma análise dos dados da conta do twitter da blogueira cubana, realizada através de seu sítio, revela que a partir de 2010 houve uma atividade impressionante de sua conta. A partir de junho de 2010, ela se inscreveu em mais de 200 contas por dia, em uma velocidade que poderia alcançar até 700 contas em 24 horas. Isto é, passar 24 horas diretas fazendo isto – o que parece improvável. O resultado é que é impossível ter acesso a tantas contas em tão pouco tempo. Então, parece que isto só é possível através de um robô.

Da mesma maneira, descobrimos que cerca de 50 mil seguidores de Yoani são, na realidade, contas fantasmas ou inativas, que criam a ilusão de que a blogueira cubana goza de uma grande popularidade nas redes sociais. Na realidade, dos 214.062 perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são novos (e sem fotos) e 20.600 são de características de contas fantasmas com atividades inexistentes na rede (de 0 a 3 mensagens enviadas desde a criação da conta). Entre estes fantasmas que seguem Yoani no twitter, 3.363 não têm nenhum seguidor e somente 2.897 seguem a blogueira, assim como a uma ou duas contas. Algumas apresentam características bastante estranhas: não têm nenhum seguidor, seguem apenas Yoani e emitiram mais de duas mil mensagens.

Esta operação destinada a criar uma popularidade fictícia, via twitter, é impossível de ser realizada sem acesso à internet. Necessita de um apoio tecnológico e um orçamento consequente. Segundo uma investigação realizada pelo diário La Jornada, com o título "El ciberacarreo, la nueva estrategia de los políticos en Twitter", sobre operações que envolviam os presidenciáveis mexicanos, diversas empresas dos Estados Unidos, Ásia e América Latina oferecem este serviço de popularidade fictícia ("ciberacarreo" ou em português ciber transporte) por elevados preços. "Por um exército de 25 mil seguidores inventados no twitter , escreveu o jornal, pagam até dois mil dólares, e por 500 perfis manejados para 50 pessoas é possível gastar entre 12 mil a 15 mil dólares".

Yoani Sánchez emite, em média, 9,3 mensagens por dia. Em 2011, a blogueira publicou uma média de 400 mensagens por mês, O preço de uma mensagem em Cuba é de um peso convertido (CUC), o que representa um total de 400 CUC mensais. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos cubanos, ao redor de 16 CUC. Yoani Sánchez gasta, por mês, o equivalente a dois anos de salários mínimos em Cuba. Assim, a blogueira gasta em Cuba com o twitter, um valor correspondente, caso fosse francesa, a 25 mil euros mensais ou 300 mil euros por ano. Qual a procedência desses recursos para estas atividades?

Outras perguntas surgem de maneiras inevitáveis. Como Yoani Sánchez pode seguir a mais de 80 mil contas sem acesso permanente a internet? Como conseguiu se inscrever em 200 contas diferentes por dia, desde de junho de 2010, com índices que superam até 700 contas/dia? Quantas pessoas seguem realmente as atividades da opositora cubana na rede social? Quem financia a criação das contas fictícias? Qual o objetivo? Quais os interesses escusos detrás na figura de Yoani Sánchez?

* Salim Lamrani é graduado na Universidade de Sorbone, professor encarregado dos cursos da Universidade Paris-Descartes e da Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée e jornalista francês, especialista nas relacões entre Cuba e Estados Unidos. Autor de Fidel Castro, Cuba y Estados Unidos (2007) e Doble Moral. Cuba, la Unión Europea y los derechos humanos (2008), entre outros livros.

Fonte: Blog Altamiro Borges

João Ananias renova críticas ao corte nos recursos para saúde - Portal Vermelho

João Ananias renova críticas ao corte nos recursos para saúde - Portal Vermelho

Na retomada dos trabalhos legislativos, o deputado João Ananias (PCdoB-CE) usou a tribuna da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (27) para reafirmar as críticas feitas aos cortes no Orçamento da União para 2012, que atingiram R$7,4 bilhões de reais nas áreas da saúde e da educação.


“Daqui manifestamos o nosso descontentamento. Não é essa a política que nós queremos, que o PCdoB quer, que a base aliada da Presidenta Dilma quer. Nós estamos antenados com os gritos das ruas, com os reclamos do povo brasileiro, que espera na fila do exame, que espera na fila da cirurgia eletiva, que padece na porta das emergências, que espera por um leito de UTI para um parente seu, que, muitas vezes, paga com a vida, porque ele não chega por conta da desregulação existente entre oferta de serviços no SUS e demanda da sociedade”, explicou o parlamentar.

“Nós entendemos que vivemos um momento em que é importante aumentarmos os recursos do financiamento na saúde pública no Brasil. E a antítese disso é o corte no Orçamento. Isso é a antítese da nossa expectativa, da nossa esperança de ter mais recursos, já que o Brasil investe apenas 3,6% do seu PIB com saúde”, explicou Ananias, acrescentando que esse percentual é inferior ao que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para o parlamentar, “um país continental, que tem nesses dois princípios, da universalidade e da integralidade, a garantia da qualidade e do acesso fácil à saúde pública, não se justifica, no momento de aperto em que vivemos, cortes orçamentários, mesmo que sejam nas emendas parlamentares, como foi dito”.

E mais uma vez apelou à Presidente Dilma: “(Ela), que comprometeu-se em campanha a melhorar a Saúde Publica no Brasil, que impeça essa insanidade dos cortes, mas não só isso, que urgentemente encontre uma forma de garantir um melhor financiamento para o SUS. Só para relembrar, a OMS preconiza que uma Nação como o Brasil tem que investir entre 6,5 e 7% do seu PIB (Produto Interno Bruto). Estamos quase na metade do recomendado, e ainda diante dessas inexplicáveis e intoleráveis ameaças de corte na Saúde, para fazer caixa e pagar exorbitantes somas de Juros”, finalizou.

De Brasília
Márcia Xavier

Chapa da CTB debate uma nova política para os metalúrgicos de São José dos Campos (SP)

Chapa da CTB debate uma nova política para os metalúrgicos de São José dos Campos (SP)

metal_sao_jose_chilenoOs metalúrgicos cetebistas que compõem a Chapa 2 no processo eleitoral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, interior de São Paulo, promoveram na última segunda-feira (27) um debate sobre a importância de uma nova política aos trabalhadores e garantias de emprego na cidade.
Chileno entre o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, e o vice-presidente da Nacional, NIvaldo Santana
Segundo Nilson Andrés, o Chileno, que concorre ao cargo de presidente do sindicato pela Chapa 2 - apoiada pela CTB - houve um aumento significativo das demissões nas fábricas da cidade. “A principal empresa da cidade já demitiu muitos funcionários, não há uma política clara a esses trabalhadores e a atual diretoria do Sindicato se omite e não dá o respaldo necessário a esses trabalhadores, o que vemos são fábricas fechando as portas e indo para outras cidades”, declarou Chileno.

Renovação

“”Daí a importância de atuarmos na defesa do emprego, como um bom sindicato deve fazer, e buscar investimentos. Hoje, vemos déficit de emprego em todos os lados. Há uma necessidade de renovação”, afirmou o candidato cetebista.

O deputado estadual Pedro Bigardi, líder do PCdoB na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), participou do debate e destacou a importância em se discutir o tema. “Essa discussão da valorização dos trabalhadores é um debate de toda a região, temos que garantir o desenvolvimento do país, mas sem a precarização do emprego e proporcionar melhores condições aos nossos trabalhadores”, avaliou Bigardi.

Também estavam presentes no evento os representantes da CTB Claúdio Silva e Marcelo Toledo, o vice-presidente do PCdoB local João Bosco da Silva, os vereadores Wagner Balieiro (PT), Amélia Naomi (PT) e Luiz Mota (DEM), o ex-presidente do Sindicato e assessor do deputado estadual do PT Marco Aurélio, José Luiz Gonçalves e o assessor do deputado federal Jilmar Tatto (PT).

Em fase de campanha

A eleição da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região começa na quarta (29) e se estende até quinta-feira (1º). Chileno disputa o pleito com o Antônio de Barros, o ‘Macapá’. Ambos são funcionários da General Motors (GM).

A escolha das chapas por candidatos ligados à GM se explica pelo fato de a empresa ter a maior base eleitoral da categoria. Dos 42 mil trabalhadores metalúrgicos, 21 mil são associados, com em poder de votar. Deste total, um terço é representado por funcionários da montadora.

Os candidatos já deram início à campanha nas fábricas com panfletagem corpo a corpo e muito diálogo. O vencedor comandará a entidade no triênio 2012-2015.

Portal CTB

Contra a desindustrialização, centrais e empresários definem estratégia de luta

Contra a desindustrialização, centrais e empresários definem estratégia de luta
Representantes das centrais sindicais e do empresariado oficializaram nesta segunda-feira (27), em São Paulo, o calendário de lutas para enfrentar o problema da desindustrialização no país. Entre março e maio, trabalhadores e patrões estarão nas ruas de alguns estados para debater com o restante da sociedade a grave situação da indústria e suas consequências para o desenvolvimento da nação. Para iniciar esse processo, as entidades decidiram também lançar um manifesto em defesa da produção e do emprego nacionais.


Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a partir do momento em que trabalhadores e empresários estiverem nas ruas, haverá um cenário muito claro diante de toda a sociedade. “De um lado teremos o setor produtivo; do outro estarão os especuladores. Para que lado o governo irá?”, questionou o dirigente.

Wagner Gomes, que esteve acompanhado do vice-presidente Nivaldo Santana e do secretário de Imprensa e Comunicação da CTB, Eduardo Navarro, destacou que há também uma luta interna no governo sobre o rumo necessário para o Brasil se desenvolver. “Este nosso pacto entre trabalhadores e empresários tem força para definir esse rumo, pois a briga é bastante complicada. Os rentistas certamente não vão ficar apenas olhando. Certamente eles tentarão nos dividir”, sustentou.

Ausência ministerial

Inicialmente, a reunião desta segunda-feira deveria ter contado com a presença do ministro da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Havia o interesse de empresários e sindicalistas em debater com uma autoridade do governo federal o problema da desindustrialização. No entanto, na última sexta-feira soube-se por meio da assessoria do Ministério que Pimentel não viria.


A ausência de Pimentel gerou críticas durante a reunião. “Não deveríamos estar em lados opostos. Precisamos de todos unidos”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, anfitrião da reunião. Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, criticou a postura do governo ao evitar o debate. “Para parte do governo, o atual cenário está OK. Mas nós temos pressa, pois empresas estão fechando e não é de hoje que temos alertado o governo”, afirmou. “Se a pauta da reunião fosse o agronegócio, certamente Pimentel estaria aqui”, criticou o presidente da CUT-SP, Adir dos Santos.

Calendário e manifesto

Os representantes das centrais e do empresariado já definiram quatro importantes datas para se manifestarem contra a desindustrialização. Santa Catarina será o primeiro estado, em 28 de março. No dia seguinte (29/3), será a vez do Rio Grande do Sul. Em 4 de abril, São Paulo. Em 10 de maio, Brasília.

Além desse calendário (que ainda pode ser ampliado, já que outros estados podem levar a campanha às ruas), as centrais e os empresários definiram a redação final de um manifesto, chamado de “Grito de alerta em defesa da produção e do emprego brasileiros”, documento no qual reúnem sua análise sobre o atual cenário industrial brasileiros e expõem sua proposta para enfrentar essa situação.

Para os líderes sindicais e empresariais, é preciso trazer a sociedade civil para esse debate, de modo a convencer a população dos riscos envolvidos. “Nosso movimento precisa fazer com que todos percebam qual é o Brasil que queremos”, afirmou o presidente da UGT, Ricardo Patah. “A unidade que estamos construindo aqui é algo que está no centro do desenvolvimento do Brasil”, destacou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas.
Por sua vez, Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), resumiu com propriedade as intervenções dos empresários presentes à reunião. “Não tem governo no mundo que não se mova a partir de pressão. O governo Dilma tem que ver que há algo diferente aqui, ver que nossa movimento não é brincadeira”, finalizou.

Clique aqui para ler o Manifesto das centrais e do empresariado

Fernando Damasceno – Portal CTB

EUA: dívida dos consumidores é 30 vezes maior que a da Grécia - Portal Vermelho

EUA: dívida dos consumidores é 30 vezes maior que a da Grécia - Portal Vermelho

O Federal Reserve (FED, banco central dos EUA) informou nesta segunda-feira, 27, que a dívida dos consumidores estadunidenses caiu 1,1% no quarto trimestre de 2011 em comparação com o terceiro, para US$ 11,53 trilhões. O valor é cerca de 30 vezes maior que a dívida soberana da Grécia, estimada no final do ano passado em 300 bilhões de euros.

Por Umberto Martins


O montante inclui financiamento imobiliário, que recuou 1,6% entre um trimestre e outro e está 11% abaixo dos níveis mais elevados, atingidos antes do estouro da bolha, em 2007. A taxa de inadimplência total, por sua vez, recuou ligeiramente, para 9,8% do volume total da dívida frente aos 10% do terceiro trimestre.

Resta saber o que comentaristas neoliberais como o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, que não poupou esforços nem palavras para demonstrar a responsabilidade dos gregos na crise da dívida soberana do país, tem a dizer a este respeito. A Grécia, que vive às portas da moratória, experimenta hoje a receita venenosa do FMI, que o Brasil provou no passado. Não seria o caso de propor uma dieta parecida aos EUA?

Privilégios do império


Os efeitos das duas dívidas (das famílias estadunidenses e do Estado grego) obviamente não são os mesmos, seja em função da dimensão da economia estadunidense ou da posição especial que o dólar ocupa na economia mundial. Mas já não restam dúvidas de que ambas são fonte de dores de cabeça.

O pensamento dominante, inclusive em certos círculos de esquerda, sustentava que a dívida dos norte-americanos não seria um problema maior, pelo menos para os EUA, devido ao fato de ser denominada em dólares e poder ser paga sem maior custo e esforço do que a impressão e emissão de papel-moeda. A crise financeira internacional, que eclodiu precisamente nos EUA, desmoralizou tal ideia, que no fundo ignora as relações econômico-sociais concretas, entre credor e devedor, subjacentes ao endividamento.

Com certeza o poder de emitir a principal moeda mundial é um privilégio do império. E este não tem revelado o menor escrúpulo em recorrer a tal expediente quando julga conveniente, como nos casos recentes de aplicação da política intitulada de “relaxamento quantitativo”, pela qual já foram derramados alguns trilhões de dólares no mundo, apesar dos protestos de outros países. O Brasil é uma das maiores vítimas dessas operações, que contribuem de modo significativo para o excesso de oferta de dólar no mercado de câmbio e a consequente valorização do real, semeando instabilidade monetária e guerra cambial.

Parasitismo

Ao contrário do que muitos imaginavam o privilégio de fabricar dólares não livrou os Estados Unidos da decadência econômica, muito menos conferiu à sua classe dominante a capacidade de ditar o ritmo e a direção da acumulação capitalista. Funcionou, em contraposição, como uma causa do declínio na medida em que estimulou o consumismo e o parasitismo econômico. A desindustrialização e o deslocamento da produção para a China, quase sempre descritos como fenômenos progressistas de uma sociedade supostamente pós-industrial, caminhou de mãos dadas com o agigantamento do comércio e a hipertrofia do sistema financeiro.

A cadeia de supermercados Walmart, maior empresa do mundo pelos critérios da revista Fortune, fez e faz fortuna adquirindo produtos baratos na China para alimentar o mercado dos Estados Unidos (ainda o maior do planeta) e de outros países onde atua. Já faz algum tempo que o crescimento da economia imperial é atribuído à expansão do consumo e da dívida e não da produção. Consumo além da produção (traduzido no déficit comercial da indústria) e dívidas colossais são uma expressão concentrada do parasitismo econômico, que (já dizia Lênin) costuma conduzir à decomposição dos impérios.

O número divulgado hoje pelo FED diz respeito à dívida dos consumidores ou das famílias. É gigantesca, equivale a quase cinco PIBs brasileiros e a 30 dívidas gregas, mas representa apenas uma pequena parte do problema. O endividamento total dos EUA (somando débitos dos governos, das famílias e das empresas) ultrapassa 50 trilhões de dólares (em torno de 20 PIBs do Brasil) e encerra desequilíbrios insustentáveis, que estão na base da instabilidade monetária e da crise mundial.

Modelo falido


O crédito farto e barato que alimentou a bolha imobiliária fomentou o parasitismo e a superprodução de mercadorias, especialmente no ramo da construção civil, mas não só nos EUA. O mercado norte-americano, julgado em certa época como “o consumidor de última instância”, tem um peso significativo na valorização do capital e na expansão da indústria chinesa.

A crise mundial, que veio no rastro do estouro da bolha, sugere que este padrão de reprodução da sociedade capitalista não só é insustentável como já pode ser considerado falido. O crescente deslocamento do poder econômico mundial do Ocidente para o Oriente é outro sinal neste mesmo sentido.

Fórum denuncia condição desumana dos presos políticos na Colômbia - Portal Vermelho

Fórum denuncia condição desumana dos presos políticos na Colômbia - Portal Vermelho

“A crise humanitária e as violações sistemáticas aos direitos humanos nas prisões colombianas é desconhecida pela comunidade internacional”, denuncia o fórum “Colômbia entre Grades”, que começou domingo (26) e termina nesta segunda (27), em Bogotá. O evento é realizado em um momento em que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciam a libertação de todos os reféns em seu poder e o fim da prática do sequestro.

Por Vanessa Silva


A abertura do evento foi realizada pela senadora Piedad Córdoba, que lidera o movimento Colombianos e Colombianas Pela Paz, e pela presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes.
A reunião tem como objetivo “oferecer um panorama e denunciar a situação humanitária e de direitos humanos nas prisões colombianas”, de forma a criar “condições para que a situação dos cárceres se torne digna” e os “presos possam ser libertados”, no marco dos acordos humanitários, “conforme os padrões e legalidade internacional e interna colombiana”.

O governo colombiano reconheceu, por meio da Lei de Vitimas e Restituição de Terras, a existência de um conflito armado interno. Assim, os movimentos sociais de Direitos Humanos da Colômbia consideram que “não há como negar a existência de beligerantes, combatentes ou prisioneiros de guerra em poder do Estado”, diz o texto.

Em seu comunicado oficial, anunciando o fim dos sequestros, as Farc expressaram satisfação “pelos passos que estão sendo dados para a criação de uma comissão internacional que verificará as denúncias sobre as condições desumanas de reclusão e o desconhecimento dos direitos humanos e de defesa jurídica, que afrontam os prisioneiros de guerra, os prisioneiros de consciência e os presos sociais nas prisões do país”.

Histórico

De acordo com o material base do encontro, “a existência, por décadas, do conflito social político e armado em nosso país, encontra sua explicação em uma ordem econômica injusta – hoje a Colômbia é o terceiro país mais desigual do mundo – e em um sistema democrático com sérias limitações – claramente restrito – que na prática se inviabilizam e anulam, tendo chegado ao extermínio qualquer possibilidade de alternativas políticas distintas aos partidos tradicionais e onde com demasiada frequência se dá um tratamento contrainsurgente aos protestos sociais ou se criminaliza e ataca a divergência de opinião”.

Nesse sentido, Socorro Gomes enfatizou que “nos últimos dez anos a Colômbia foi palco de verdadeiros crimes contra a humanidade, realizados com o envolvimento de setores do Estado” e pontuou: “uma saída política do conflito colombiano passa pelo debate sobre o reconhecimento e a natureza do conflito armado e político existente, buscando vias para diminuir os impactos do conflito e da guerra sobre os colombianos”.

Ela denuncia que “os episódios relacionados com os denominados ‘falsos positivos’ – em que civis, pessoas simples, eram assassinadas para serem apresentadas como ‘guerrilheiros tombados em combate’ – tornaram-se um verdadeiro flagelo para o povo colombiano”. A pacifista revela que estão documentados em torno de 2 mil casos, mas não é possível saber ao certo o número verdadeiro de vítimas.

Visitas às prisões

Na terça (28) e quarta-feira (29), serão realizadas visitas a prisões colombianas “para conhecer os homens e mulheres privados de liberdade por motivos políticos”. De acordo com Socorro Gomes, com essa ação objetiva, será possível “tomar conhecimento da realidade carcerária, a situação dos inumeráveis presos políticos existentes na Colômbia nos permitirá conhecer de forma mais aprofundada o conflito armado colombiano e auxiliar na busca de caminhos que levem à construção de uma saída política”.

O fórum conta com a participação de representantes de mais de 30 países. O brasileiro Marcelo Chalréo, conselheiro e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB-RJ, também esteve presente no evento. Dentre os demais participantes, entre políticos, ativistas e entidades, destacam-se a senadora do Partido Comunista Colombiano, Glória Inés Ramírez, a Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia, os familiares de Sonia e Simon Trinidad, o advogado espanhol Enrique Santiago, o palestino Sahar Francis, a cubana Rosa Aurora Freijanes e o representante do povo Saharauí, Carlos Alberto Ruiz.

Da Redação do Vermelho

China e Rússia apóiam referendo sírio - Portal Vermelho

China e Rússia apóiam referendo sírio - Portal Vermelho

A China e a Rússia reiteraram seu apoio à Síria e qualificaram o referendo no qual 89,4 por cento dos sirios aprovou a nova Constituição, de importante passo para converter o país em um Estado democrático moderno.


Os meios de imprensa sírios destacaram em suas manchetes o resultado da consulta popular com notas sobre as declarações das chancelarias de Pequim e Moscou, que coincidem em rechaçar uma vez mais qualquer tipo de interferência ou solução estrangeira no problema sírio.

Por meio de comunicado, o Ministério russo do Exterior estima que os resultados do plebiscito indicam que o governo evidentemente goza do respaldo popular.

Demonstram ao mesmo tempo, prossegue a nota, que os grupos opositores que chamaram a boicotar o referendo "carecem de popularidade e não têm o direito de falar em nome do povo sírio".

Ao mesmo tempo, exorta todas as partes a abandonar a violência e a envolver-se em um diálogo sem precondições.

Por sua parte, o porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, manifesta a esperança de seu país de que a nova Constituição impulsione o atual processo de reformas e contribua a um diálogo político em resposta às aspirações do povo.

"Esperamos que todas as partes na Siria trabalhem unidas e realizem os esforços para diminuir as tensões tão logo seja possível", assinala Hong.

O porta-voz reitera o chamado de Pequim à comunidade internacional a "respeitar totalmente a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria e a decisão do povo sírio".

Paralelamente, o presidente do Comitê de Relações Internacionais da Duma (Parlamento) russa, Aleksey Pushkov, disse que a Rússia realiza esforços para evacuar os jornalistas feridos da cidade de Homs.

Pushkov critica os países ocidentais por não tratar de evacuar essas pessoas. São os bandos armados que não apóiam esta medida e os meios de comunicação pró-imperialistas aproveitam esse fato em sua campanha contra a Síria.

Prensa Latina

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

De Cromwell, Gorbachev e abertura da conta de capitais... Por Elias Khalil Jabbour

“Mentiras convencionais” travestidas de “bom senso econômico” é mais comum do que imaginamos. Vira e mexe aparece um “especialista” para vaticinar as ditas (não) verdades convencionais sobre a China: “cresce porque acumulou poupança interna” (sic), “a inflação é uma ameaça” (sic), “sobreinvestimento na indústria pesada” (sic), “o sistema financeiro está por um fio” (sic), “trabalho escravo, cuidado” (sic). Existem verdades a serem lamentadas: “os oligopólios são estatais”, “O Estado é pesado”, “o câmbio é manipulado”, “o crédito é estatizado e politizado”, “o mercado é um passarinho na gaiola”.

A China não cresce porque poupou antes de investir. Na China o que meus amigos keynesianos chamam de “princípio da demanda efetiva” não é observada de forma “estática” e sim “dinâmica”. Ou seja, o “princípio da demanda efetiva” foi alçado à política oficial de Estado, logo instrumento de planejamento, assim como o próprio comércio exterior. Para isso existe o sistema financeiro e o crédito. “Poupança financeira” é com Wall Street e não com Wanfuging Street.

Inflação em países com as características da China se soluciona com manejo de alguns mecanismos macroeconômicos e aumento da produção agrícola e industrial. A produção de cereais da China cresceu pelo oitavo ano consecutivo e bateu um novo recorde este ano, chegando a 571,21 milhões de toneladas, uma alta anual de 4,5%. A produção industrial cresceu 13,5%. Assim, o “problema da inflação” foi domado e decresceu no último semestre de 2011. O crescimento de 9,2% em 2011 pegou de surpresa a todos. Menos os chineses, evidentemente.

Mas este “problemático” país, na falta de viabilização de uma solução líbia, precisa gestar urgentemente um Cromwell, pronto para matar o rei (no caso, o Partido Comunista da China). Cromwell está muito longe. Pode ser um “Gorbachev chinês”. É assim que a cada dez anos que os “especialistas em China” estabelecem parâmetros para a análise da sucessão presidencial no país. Jiang Zemin foi o primeiro Gorbachev chinês. A China entrou na OMC e está subvertendo a ordem estabelecida em Bretton Woods. Hu Jintao foi alçado ao mesmo status do apóstata soviético. Outro problema, pois em sua gestão encerrou um amplo processo de fusões e aquisições culminando na formação de 149 conglomerados estatais, o país tornou-se a segunda economia do mundo, Karl Marx tornou-se o autor estrangeiro mais comentado nas universidades e as Obras Completas de Marx e Engels estão prontas a serem editadas – pela primeira vez na história – em inéditos 100 volumes.

Agora o candidato a Gorbachev, o atual vice-presidente Xi Jinpeng, é o “novo príncipe”, ou seja, um filho de burocratas que ascendeu ao poder por seu “guangxi” (contatos). A ignorância como argumento impede os “especialistas” perceberem que numa sociedade confuciana onde uma revolução nacional-popular (1949) mobilizou toda a sociedade, o que mais existe são “filhos de príncipe”.

Sua visita recente aos Estados Unidos foi mais um “sinal”, segundo a imprensa norte-americana, de que agora vai. Gorbachev está vivo na China! Nada. Antes de desembarcar em Washington, Xi Jinpeng deu uma passada em Cuba onde assinou 36 contratos de investimentos e deixou por lá US$ 2 bilhões para os “irmãos socialistas cubanos” (nas palavras do próprio candidato à Gorbachev chinês) pagarem quando puder. “Fundo perdido” como tem sido nos últimos dez anos da relação entre os dois países. Nem Brejnev fez melhor.

Sinal de frenesi. A “revolução capitalista” está a ser completada na China. Abertura da conta de capitais no horizonte. É verdade, está bem no horizonte. No mínimo cinco anos. A doença da “análise estática” parece não ter cura. Se for pela “dinâmica” dará para se perceber que abertura da conta de capitais deve ser precedida pelo fortalecimento de empresas internamente. Firmas capazes de agüentar o tranco da concorrência externa. Os chineses tiveram 30 anos para construir as condições para uma abertura lenta, gradual e segura de suas contas de capitais. E com sistema financeiro agindo de acordo com os interesses nacionais e os instrumentos cruciais do processo de acumulação sob controle de mãos bem visíveis.

A taxa de juros é baixa e o que mais se transaciona nos mercados de capitais chineses são ações de “empresas públicas concedidas para empresas públicas” voltadas a financiar imensas obras de infraestrutura. O dinheiro de fora deve servir, no limite, para financiar imensas empresas públicas. Operações de hedge fund serão bem improváveis.

Mas o “nó estratégico” é outro. O yuan deverá se tornar conversível, logo moeda de troca no comércio internacional. Petróleo e outras commodities em breve serão transacionados em yuan. Pela “dinâmica”, no fundo quem tinha razão era Keynes. Os chineses estão ressuscitando a agenda apresentada (e infelizmente derrotada) por John Maynard em Bretton Woods. Como bons comunistas, os chineses leram e levaram á sério o britânico genial. Será o início do fim da hegemonia do dólar? Essa é a questão a ser respondida.

Telesur - Equador: Rafael Correa vence imprensa bandida na justiça e, magnânimo, perdoa os condenados por calúnia

Telesur



   

Enviado por em 27/02/2012
Pese a las condenas de cárcel y multa por injurias que dispuso la justicia ecuatoriana contra un columnista y tres directivos del diario El Universo, el presidente de ese país, Rafael Correa, decidió perdonar a los acusados concediéndoles la remisión de las penas y desistió también de su demanda contra los autores del libro El gran hermano. teleSUR




El presidente de Ecuador, Rafael Correa, destacó que en el proceso judicial contra el diario El Universo se cumplieron tres objetivos. El primero, demostrar que el periódico mintió; segundo, evidenciar que los responsables son los directivos del medio; el tercer objetivo fue lograr que los ciudadanos de Ecuador y toda América superen el miedo a la prensa corrupta y abusiva para defender sus derechos ciudadanos con la ley en la mano. teleSUR
http://multimedia.telesurtv.net

Siria: 89,4 de votos en favor del referendo constitucional

Cuando avanzan reformas de Siria, nos sancionan: embajador de Síria en Venezuela

Quase 90% dos eleitores sírios aprovam nova Constituição  - Portal Vermelho

Quase 90% dos eleitores sírios aprovam nova Constituição - Portal Vermelho

Uma maioria de 89,4% dos sírios aprovou a nova Constituição, pedra angular para legitimar as reformas integrais que o governo do presidente Bashar al-Assad impulsiona.


O ministro do Interior, Mohammad al-Shaar, disse, em coletiva de imprensa que despertou grande expectativa, que 8,3 milhões de pessoas compareceram às urnas, entre as 14 milhões que estavam habilitadas para votar. Isso representa uma participação de 57,4% no plebiscito.

Segundo ele, entre os eleitores, apenas 9% rejeitam o projeto de Constituição, enquanto quase 133 mil cédulas foram invalidadas.

Al-Shaar disse que o referendo ocorreu sem maiores problemas nas 14 províncias do país. Ele qualificou como boa a participação dos eleitores, considerando as ameaças e intimidações por parte de grupos armados em algumas áreas.

"A este ambiente hostil se soma a intensa campanha midiática de distorção e instigação (ao boicote) contra a Síria, com a qual se tentou impedir os cidadãos de exercerem o seu direito ao voto livre, com o objetivo de prejudicar o processo democrático, que se desenvolveu com toda a liberdade e transparência", relatou.

O parlamentar Akram Hower, deputado à Assembleia Nacional pela Hama, disse a Prensa Latina que os sírios tiveram a oportunidade de votar livremente sobre um projeto de Constituição elaborado para atender às demandas do povo.

Hower, membro do Partido Promessa Nacional, que está localizado na oposição interna, considerou o referendo constitucional como "um passo importante para melhorar a vida política, social e econômica do país".

O presidente al-Assad disse há dias que, se o referendo fosse aprovado seriam celebradas, então, as eleições legislativas, para escolher um nova Assembleia Nacional, em, no máximo 90 dias.

Acadêmicos e políticos da oposição interna e do governo concordam que estas eleições devem ocorrer na segunda quinzena de março.

O pleito vai viabilizar a formação de um governo de unidade nacional, previu Kadri Jamil, líder do Partido da Vontade Popular, um dos novos que se situam na oposição nacional.

Para Jamil, que foi um dos membros da comissão que elaborou o projeto de Constituição, a proposta irá fomentar o pluralismo político e a democracia na Síria em uma base equilibrada, na qual as várias forças podem participar no país.

A redação de uma nova Constituição era uma das principais demandas ao início do levante popular contra o regime em março passado. A minuta da Constituição abre as portas ao multipartidismo e limita o mandato do presidente a sete anos, renovável apenas por uma vez.

Personalidades sírias destacam referendo constitucional - Portal Vermelho

Personalidades sírias destacam referendo constitucional - Portal Vermelho

Personalidades da vida política na Síria destacaram a celebração do referendo para uma nova constituição na qual muitos neste país depositaram suas esperanças.


O patriarca da Igreja Católica Grega de Antióquía e Todo o Oriente, Gregório III Lahham, expressou que a consulta responde aos preceitos do mundo árabe e islâmico e ocidental, e envia a mensagem de que "esta é a Síria, sua história, seu presente e seu futuro".

Mahmoud Abrash, presidente da Assembleia Nacional, manifestou que as reformas e esta nova carta magna, pedra angular de todo o processo de mudanças, no qual os próprios sírios estão construindo o futuro de seu país através da participação popular.

Neste domingo (26) 14 mil 185 mesas de votação foram abertas para 14 milhões e meio de eleitores em todo o país, inclusive na cidade de Homs, onde em alguns de seus bairros, em especial Baba Amr, prosseguem enfrentamentos entre grupos armados que o converteram em seu bastião, e as forças da ordem.

O primeiro ministro Adel Safar expressou à imprensa que o projeto constitucional satisfaz as aspirações do povo, ao responder a suas necessidades em vários campos, particularmente os relacionados à educação, saúde, garantias da propriedade privada, liberdades civis e a independência da justiça.

Em sua opinião é um importante passo na história da Síria e promoverá a pluralidade política e assegurará a democracia.

Para o chanceler Walid al-Moallen, a data do plebiscito foi um "dia histórico do povo sírio, que mostrou sua firmeza e unidade, e portanto merece uma nova Constituição para avançar rumo a um novo Estado de democracia e pluralidade política".

A pedido da imprensa que solicitou uma mensagem ao exterior, Moallen expressou: "preocupem-se com seus próprios problemas internos e deixem os sírios tranquilos" e agregou que "aqueles que cuidam dos interesses do povo sírio não lhe impõem sanções".

Em uma avaliação da jornada do referendo, o ministro do Interior, Mohammad al-Shaar, disse que o plebiscito se desenvolveu com normalidade nas regiões das 14 províncias.

A ampla Praça Omeya ficou repleta de cidadãos no domingo, para onde se dirigiram em massa para manifestar seu apoio ao referendo, às reformas integrais que o presidente Bashar Assad promove e a unidade nacional.

Mishleen, uma estudante que saía da Universidade de Damasco para somar-se à concentração perto da Praza Omeya, disse à Prensa Latina, que embora a proposta constitucional não seja perfeita e as pessoas critiquem alguns de seus artigos, trata-se de uma iniciativa com nova visão para a Síria.

O que interessa à jovem, como a outras que a acompanhavam é que o anteprojeto garante os direitos e a emancipação da mulher em uma sociedade igualitária, na qual poderão participar sem discriminação na sua vida política, social e econômica, algo realmente significativo em países do mundo árabe.

Inclusive, entre líderes da oposição interna e dos novos partidos autorizados a funcionar, já se fala da próxima formação de um governo de unidade nacional com a participação de todos os setores políticos e inclusive de figuras independentes.

Entre outras disposições o anteprojeto estabelece as eleições presidenciais, limita em dois o número de mandatos do Executivo que no futuro serão de sete anos, e a passagem de um sistema de partido único - até agora o Partido Árabe Baath - a um sistema pluripartidário.

Como em praticamente todos os países ocidentais, continua sendo uma constituição que outorga ao presidente poderes importantes como nomear o primeiro-ministro e o poder de vetar anteprojetos de leis.

Assad, que está há dois mandatos no poder depois de ser aprovado em referendos populares em 2000 2007, com 97 por cento dos votos, começaria do zero depois da entrada em vigor da nova Constituição, e caso ganhe nas próximas duas eleições presidenciais, estaria à frente da Síria até 2026.

Martin Hacthoun, correspondente da Prensa Latina em Damasco